A História Maluca do Chianti!
O Chianti saiu da obscuridade para se tornar um dos vinhos mais amados do planeta, enfrentando crises de identidade e renascendo com pura elegância. “Barão de Ferro”, Bettino Ricasoli, pai da Fórmula Ricasoli.
O Chianti saiu da obscuridade para se tornar um dos vinhos mais amados do planeta, enfrentando crises de identidade e renascendo com pura elegância. “Barão de Ferro”, Bettino Ricasoli, pai da Fórmula Ricasoli.
Por que não encontramos mas as garrafas clássicas de fiasco? Vou tentar responder essa questão trazida pelos clientes mais experientes, mas antes vamos entender sua história e o seu propósito. Surgimento A garrafa fiasco é um recipiente icônico de vinho Chianti, caracterizado por ser uma garrafa de vidro de fundo redondo envolta em uma cesta de palha. É um símbolo da herança toscana e do estilo italiano de vinho, frequentemente associado a pratos como massa e pizza. Há muito tempo eu queria pesquisar e escrever sobre ela pra entender o porquê de seu sumiço no mercado. A Garrafa Clássica de Fiasco do Chianti A imagem do vinho Chianti ficou, durante séculos, ligada àquela garrafa bojuda, envolta em palha trançada. Chamava-se “fiasco”, e sua história é muito mais antiga e fascinante do que parece. 1. Surgimento em 1350 O fiasco aparece oficialmente em registros da Toscana por volta de 1350, já reconhecido como uma forma prática de armazenar e transportar vinho. A base arredondada exigia proteção e estabilidade, e o revestimento em palha resolvia o problema. Além disso, evitava que a luz alterasse o vinho e protegia contra impactos durante o transporte em carroças. 2. A história do seu inventor O formato do fiasco não tem um inventor com nome conhecido. Ele foi uma criação artesanal coletiva dos mestres vidreiros toscanos, especialmente da região de Empoli, famosa desde a Idade Média pela produção de vidro esverdeado. A evolução do formato resultou de séculos de aperfeiçoamento: pescoço estreito, barriga larga e o “cesto” de palha trançada manualmente. Empoli, desde o século XIV, tornou-se o principal polo de produção dos fiaschi, e seus artesãos ficaram conhecidos como fiascaioli. Eles foram os responsáveis por padronizar a forma, criar modelos de tamanhos específicos e torná-los uma identidade visual da Toscana. 3. De onde vinha o junco (a palha da base) Embora popularmente chamado de palha, o material era na verdade junco ou palha de palmeira cultivada em zonas úmidas da Toscana, principalmente no Vale do Arno. Em alguns períodos, quando a produção local era insuficiente, importava-se junco dos Balcãs e do norte da África. Esse revestimento era trançado artesanalmente, geralmente por mulheres das aldeias, em um trabalho minucioso que envolvia secagem, amaciamento e torção do junco. 4. Por que caiu em desuso A partir dos anos 1960–1980, o fiasco começa a perder espaço por vários motivos: Assim, o fiasco foi praticamente abandonado pelos grandes produtores e ficou restrito a usos decorativos ou linhas tradicionais de menor escala. 5. Produtores que ainda utilizam o fiasco Embora raro, alguns produtores mantêm versões tradicionais ou comemorativas: Hoje, o fiasco funciona mais como símbolo histórico e cultural do Chianti do que como padrão comercial. Quadro-resumo. Tópico Resumo Origem Criado por volta de 1350 na Toscana. Inventor Artesãos vidreiros de Empoli; criação coletiva, sem autor único. Material Junco da Toscana, com reforços importados dos Balcãs e norte da África. Motivo do declínio Custo alto, imagem de “vinho barato”, padronização industrial, exportação difícil. Quem ainda usa Ruffino, Melini, Castellani, Cecchi e pequenas cooperativas. Quadro com fontes Fonte Link Consorzio Vino Chianti – História do fiasco https://www.consorziovinochianti.it Registros históricos dos fiascaioli de Empoli https://www.museodelvetroempoli.it Comune di Empoli – Arquivos sobre vidrarias medievais https://www.comune.empoli.fi.it Ruffino – Histórico das garrafas tradicionais https://www.ruffino.com Melini – Linha Chianti em fiasco https://www.melinichianti.com Dúvidas? Deixe nos comentários.
Atendendo a pedidos de vários clientes, aqui está um resumo claro e direto da Classificação de Solos/Vinhas A–F do Douro, usada para determinar o benefício (quantidade autorizada de Vinho do Porto que cada parcela pode produzir). Primeiro vou explicar a classificação dos vinhos do Porto, os fortificados (DOP Porto), que foi a criada em 2009 pela UE, regulando todas as demais D.Os da Europa, incluindo a D.O Porto, criada por Marquês do Pombal – nesta postagem também explico detalhes das classificações dos vinhos tranquilos. Deu um trabalhão fazer esta pesquisa (dois dias e meio). Compartilhe em suas redes sociais. Onde tudo começou: Porto e o Marquês do Pombal A primeira Denominação de Origem da história moderna surgiu com o Vinho do Porto, lá em 1756. Incumbido de reorganizar o Império Português depois do terremoto de Lisboa. O contexto:: Pombal, que não tinha muita paciência para bagunça, fez o que qualquer administrador iluminista de época faria: criou uma região demarcada, registrou vinhedos, proibiu fraude e até mandou arrancar plantios irregulares. Dito isso, vamos ao post. Nota do Negão: além de criar a D.O Douro, Marquês do Pombal fez mais nada para ser lembrado em meu blog. Ele foi um déspota esclarecido que perseguiu e assassinou opositores sem qualquer remorso, expulsou os jesuítas da Cia de Jesus de Portugal e de todas as suas colônias por entender que eram um entrave à sua revolução iluminista. Um materialista canalha e assassino que por 27 anos mandou mais que o rei D. José I, um fraco que não merece seu nome no famoso vinho do Porto, mas divago… Antes você precisa entender as diferenças entre DOP Douro, DOC Douro e Vinhos Durienses. Categoria Descrição DOP Criada pela União Europeia (2009). Protege a origem e métodos tradicionais. É a camada mais ampla e jurídica. No Douro: DOP Douro. DOC Formalizada em Portugal nos anos 1980. Define regras técnicas rígidas (castas, rendimentos, teores, estilos). No Douro: DOC Porto e DOC Douro. Vinhos Durienses Categoria de IGP (Indicação Geográfica). Regras mais flexíveis. Permite castas fora da DOC. Rotulados como “Regional Duriense”. Aqui vai um resumo rápido, direto e cronológico explicando DOP, DOC e Vinhos Durienses numa linha do tempo direta, clara e cronológica. Linha do Tempo das Denominações do Douro 1756 — Criação da “Demarcação do Douro” (a 1ª DO da história) 1933–1935 — Consolidação legal do Vinho do Porto como Denominação de Origem 1982–1986 — Formalização do sistema de DOC em Portugal 1990s — Surgimento formal dos Vinhos Durienses (IGP/VR Duriense) 2009 — União Europeia cria o sistema DOP No Douro: Resumo rápido da linha do tempo Ano Marco 1756 Criação da Região Demarcada do Douro (1ª DO da história) 1930s Regulamentação moderna do Vinho do Porto 1980s Criação formal das DOC Porto e DOC Douro 1990s Instituição do Vinho Regional/IGP Duriense 2009 Sistema europeu cria a DOP Douro Fiz esse infográfico pra facilitar: Comparação quanto à rigidez Categoria Ano de consolidação Abrangência Regras Exemplo no Douro DOP 2009 (UE unifica sistema) Proteção europeia Mais gerais DOP Douro DOC 1980s (formalização PT) Sub-regiões específicas Muito rígidas DOC Douro, DOC Porto Vinho Duriense (IGP) 1990s–2000s Douro como região ampla Regras flexíveis “Regional Duriense” Quadro de fixação: Categoria Descrição DOP Criada pela União Europeia (2009). Protege a origem e métodos tradicionais. É a camada mais ampla e jurídica. No Douro: DOP Douro. DOC Formalizada em Portugal nos anos 1980. Define regras técnicas rígidas (castas, rendimentos, teores, estilos). No Douro: DOC Porto e DOC Douro. Vinhos Durienses Categoria de IGP (Indicação Geográfica). Regras mais flexíveis. Permite castas fora da DOC. Rotulados como “Regional Duriense”. Agora vamos ao tema da postagem: a classificação dos vinhos do Douro e Porto FORTIFICADOS. Classificação de Vinhas do Douro (A–F) Sistema oficial do IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e PortoCriado em 1948 (Método das Pontuações / Sistema de Pontos). A classificação leva em consideração a qualidade global da parcela, considerando muitos fatores — o solo é apenas um deles.Cada parcela recebe uma pontuação total e é classificada de A (melhor) a F (pior). FAIXAS DE CLASSIFICAÇÃO Classe Pontuação Qualidade A 1.200–1.600 pts Excelente B 1.001–1.199 pts Muito boa C 801–1.000 pts Boa D 601–800 pts Mediana E 401–600 pts Fraca F 0–400 pts Muito fraca (muitas vezes sem benefício) CRITÉRIOS AVALIADOS (os 12 fatores clássicos) Cada parcela recebe pontos em itens que influenciam a qualidade. 1. Solo 2. Clima / Exposição solar 3. Altitude 4. Declive (inclinação) 5. Localização / Proximidade do Douro 6. Castas plantadas 7. Idade das vinhas 8. Densidade de plantação 9. Produtividade (rendimento) 10. Estado sanitário / vigor 11. Práticas vitícolas 12. Condições de acesso e mecanização Para que serve a classificação? Ela determina quantos litros de Porto cada parcela pode produzir, o chamado benefício.Vinhas A recebem o maior benefício; vinhas F podem ter zero benefício. Vinhos tranquilos (vinhos finos sem adição de aguardente vínica). Lembrando: a classificação A–F do Douro é historicamente associada principalmente ao Vinho do Porto, mas as regras regulatórias para os vinhos tranquilos (DOC Douro) têm suas particularidades. Aqui vai uma explicação sobre as diferenças regulatórias entre Porto e Douro tranquilos – me baseei no regulamento oficial do IVDP — e quais lacunas existem. Colocarei links no final da postagem para facilitar sua pesquisa. Classificação de vinhas do Douro para vinhos tranquilos (DOC Douro) Explicando: Classificação de vinhas do Douro para vinhos tranquilos (DOC Douro) 1. Solo (natureza do solo, xisto, retenção de água) O Douro é dominado por xisto friável, que aquece e drena rapidamente.No sistema de pontuação: 2. Pedregosidade Parcelas com maior quantidade de pedra solta, que refletem calor e melhoram a drenagem, recebem mais pontos. 3. Altitude Altitudes mais elevadas são mais frias e atrasam a maturação. 4. Declive (inclinação) Encostas íngremes recebem mais pontos, porque: 5. Exposição solar e abrigo (microclima e proximidade ao vale/rio) As melhores vinhas são voltadas a sul e sudoeste, recebendo mais calor.A proximidade do rio Douro e dos seus vales gera microclimas superiores porque: 6. Castas plantadas O sistema atribui mais pontos às castas … Ler mais
Tudo explicado de forma simples. Agora você nunca mais vai esquecer. Fiz este quadro pra resumir e ir direto ao assunto. Tema Explicação O que é uma D.O. Reconhecimento oficial de um território vitivinícola delimitado. Quem recebe a D.O. O território/vinhedo, não uma vinícola. Quem pode usar a D.O. Todos os produtores dentro da área que cumpram as regras. Administração Feita por um conselho regulador, nunca por uma vinícola. Função principal Garantir origem, método, identidade e qualidade mínima. Regras técnicas Determinam uvas permitidas, rendimento máximo, práticas de vinificação e envelhecimento. Controle de qualidade Análises químicas e sensoriais antes da liberação dos vinhos ao mercado. Proteção legal Impede uso indevido do nome da região por produtores externos. Vantagem para o produtor Agrega valor, identidade e reputação ao produto. Vantagem para o consumidor Garante autenticidade e consistência no estilo dos vinhos. Relação com terroir Baseada na singularidade do solo, clima e práticas locais. Exemplos clássicos Rioja, Ribeira Sacra, Priorat, Rueda, Chianti, Barolo, etc. Agora uma postagem com toda minha pesquisa sobre Aqui vai uma postagem leve, fluida e informativa sobre Denominação de Origem (D.O.), incluindo histórias saborosas, contexto histórico e casos curiosos como os Super Toscanos. Se quiser depois, transformo isso em HTML, PDF, card para redes sociais ou versão curta. Denominação de Origem: por que isso existe e por que faz tanta diferença? Quando você pega uma garrafa de vinho e vê “D.O.”, pode ter certeza: alguém, em algum momento da história, ficou tão bravo com falsificadores, comerciantes espertinhos ou produtores descuidados que decidiu criar regras. E vinho, como sempre, não escapou dessa mania humana de colocar ordem na bagunça. Onde tudo começou: Porto e o Marquês do Pombal A primeira Denominação de Origem da história moderna surgiu com o Vinho do Porto, lá em 1756. E quem criou? Ninguém menos que o Marquês do Pombal, aquele mesmo famoso por reorganizar o Império Português depois do terremoto de Lisboa. O contexto era tenso: Pombal, que não tinha muita paciência para bagunça, fez o que qualquer administrador iluminista de época faria:criou uma região demarcada, registrou vinhedos, proibiu fraude e até mandou arrancar plantios irregulares. Nascia ali a primeira D.O. do mundo, séculos antes de França, Itália e Espanha se atentarem pra isso.. Afinal, o que é uma D.O.? De forma simples:É um selo que garante que um vinho vem de um lugar específico e segue regras específicas, respeitando o estilo tradicional daquele território. Não é um “selo de qualidade absoluta”, mas um “selo de identidade garantida”. Quando as regras começam a incomodar: a rebeldia dos Super Toscanos No século XX, especialmente nas décadas de 1960 e 1970, a Toscana estava presa a regras muito rígidas. Para fazer um Chianti, por exemplo, era obrigatório usar uvas que os produtores… não queriam usar, porque deixavam o vinho pior. Foi aí que a vinícola Antinori (e alguns vizinhos igualmente teimosos) decidiu quebrar o esquema: O famoso Tignanello, por exemplo, nasceu como “Vino da Tavola” — literalmente a categoria mais baixa da Itália — e mesmo assim virou um ícone global. A pressão ficou tão grande que anos depois a Itália teve que criar uma categoria intermediária (IGT Toscana) para acomodar essa rebeldia elegante. Existem outros casos como os Super Toscanos? Sim, vários. Aqui vão os mais notáveis: 1. Na Espanha – Priorat e Ribeira Sacra pré-renascença Antes de virarem D.O.Q. e D.O., pequenos produtores artesanais faziam vinhos incríveis fora das regras antigas, muitas vezes ignorados pelo sistema oficial. Só quando conquistaram críticos internacionais é que as denominações correram atrás para se modernizar. 2. Califórnia – antes das AVAs ganharem relevância Durante décadas, vinhos excepcionais de Napa e Sonoma não tinham uma “D.O.” forte porque o sistema AVA ainda era fraco. Mesmo assim, vinhos como os de Robert Mondavi e os que venceram o Julgamento de Paris (1976) foram reconhecidos mundialmente. 3. Austrália – Penfolds Grange Nos anos 1950, Max Schubert criou o Grange, que desafiava completamente os estilos tradicionais. Ele recebeu ordens para parar, continuou produzindo escondido e… acabou criando o maior vinho australiano, hoje cultuado globalmente. 4. Chile – antes das DOs modernas Vinhos como Sena, Almaviva e Clos Apalta surgiram antes da atualização das regras chilenas e se destacaram internacionalmente sem depender de denominações rígidas. Então, a D.O. ainda importa? Muito. A D.O. garante: Mas a história mostra que alguns dos maiores avanços da vinicultura vieram justamente quando produtores ousaram desafiar as regras. No fim das contas, a D.O. é um guia — não uma sentença.O vinho, como a vida, evolui sempre quando alguém decide ir além do permitido. Vamos por partes — começando pela questão das barricas, e depois detalhando “as regras específicas” de Denominações de Origem, com exemplos reais de cinco regiões: Toscana, Douro, Alentejo, Rioja e Vale dos Vinhedos. 1) Sobre as barricas francesas da Antinori: o que usavam antes? Na Toscana, até meados do século XX, o padrão era usar grandes tonéis de carvalho eslavo (madeira da região da Eslovênia). Esses tonéis: Quando os produtores da nova geração, especialmente a família Antinori, começaram a usar barricas francesas de carvalho (geralmente 225 litros), a diferença foi enorme: Esse foi um dos elementos centrais da “rebeldia” dos Super Toscanos. Resumo:Antes: tonéis grandes de carvalho eslavoDepois: barricas pequenas de carvalho francês 2) O que significam as “regras específicas” de uma D.O.? Cada Denominação de Origem estabelece normas que definem e protegem a identidade de um vinho.As regras variam conforme o país e a região, mas geralmente incluem: Agora, vamos aos exemplos regionais: 3) Exemplos de regras de D.O. A) Toscana – Itália (ex.: Chianti Classico DOCG) Principais regras: Por que os Super Toscanos eram “rebeldes”?Porque usavam Cabernet Sauvignon, Merlot, barrica francesa e proporções proibidas — portanto não poderiam ser chamados de “Chianti”. B) Douro – Portugal (ex.: Douro DOC / Porto DOC) Regras principais: C) Alentejo – Portugal (ex.: Alentejo DOC) Regras principais: D) Rioja – Espanha (Rioja DOCa) Talvez a D.O. mais rígida e complexa da Europa. Regras principais: Rioja é famosa por barricas de carvalho americano e longos envelhecimentos … Ler mais
Fiz esta postagem porque ele é uma das novidades no mix de vinhos da Adega Sam’s Club, têm rótulo ‘clean’ bem bonito, cápsula bem acabada, mas principalmente, porque entrou na seleção de rótulos do Esquenta Black Friday: 70% de desconto na segunda unidade. Ainda não o degustei, por isso usei informações pesquisadas no Google. O vinho O Ramon Roqueta Tempranillo é um vinho tinto espanhol da região da Catalunha, feito 100% com a uva Tempranillo. Ele é conhecido por sua cor vermelho-rubi, aromas de frutas vermelhas maduras, especiarias e toques de carvalho, e um paladar equilibrado, com taninos macios e final suave e persistente. É uma opção versátil para harmonizar com carnes assadas, cogumelos e queijos. Características: Harmonização Essas são sugestões da maioria dos sites que parecem copiar e colar um do outro, mas quem leu minha postagem sobre harmonização de tintos com queijos, não comete mais esse erro ‘mainstream’. Clique na Imagem. A vinícola (resumo) A vinícola é a Bodegas Roqueta (também conhecida como Ramon Roqueta) é uma empresa familiar com mais de 120 anos de história e tradição vinícola que remonta ao século XII. Localizada na região da Catalunha, noroeste de Barcelona, a vinícola opera em uma propriedade chamada Finca Jaumandreu, no município de Fonollosa. A Roqueta é conhecida por combinar a experiência centenária com a tecnologia moderna, praticando a viticultura sustentável. Método de Elaboração. A vinícola foi fundada em 1898 em Manresa e depois comprou a propriedade Finca Jaumandreu, mas não encontrei a data dessa mudança (nem o ChatGPT e Gemini encontraram). Essa data é importante pra saber se ela ADQUIRIU a D.O Catalunya ou herdou dos vinhedos da antiga proprietária (sim, a D.O é é concedida ao vinhedo, não há vinícola que administra os vinhedos) Explico isso na postagem sobre D.O aqui.. A história toda, desde o século XII A tradição vinícola da família Roqueta remonta a 1199 na propriedade Masía Roqueta, localizada em Santa Maria de Horta de Avinyó, município de Barcelona, Espanha . Vestígios das prensas, tonéis, tanques de pedra e barris utilizados ao longo dos séculos ainda se conservam no local. Em 1898, Ramon Roqueta Torrentó estabeleceu as bases comerciais para a comercialização dos produtos da quinta familiar, principalmente vinho e batatas, em Manresa, na região de Bages . Ao longo dos anos, a família Roqueta ocupou posições importantes em diversas associações de Manresa, recebendo inúmeros prêmios e reconhecimentos. Em 1924, começaram a produzir um vinho espumante chamado Mundial e, em 1928, iniciaram a exportação de vinhos para a França. Em 1963, construíram sua primeira fábrica de engarrafamento, deixando de vender seus vinhos em tonéis e barris; em 1968, já distribuíam seus produtos por todo o país. Em 1980, começaram a participar de feiras e exposições nacionais e internacionais, expandindo sua presença para outros mercados. A marca Ramón Roqueta foi criada em 1988 em homenagem ao seu fundador e, em 1994, recebeu diversas certificações internacionais importantes. Desde 2006, Ramón Roqueta Segalés preside a empresa e, dez anos depois, em 2016, criaram uma nova identidade visual para o rótulo, refletindo os valores familiares. Um rótulo comemorativo, celebrando os 120 anos de existência da vinícola ao longo de cinco gerações, foi criado em 2017: Ramón Roqueta Insignia Private Collection . Atualmente Na Finca Jaumandreu (Fonollosa, Barcelona), séculos de experiência na produção de vinhos se unem a técnicas modernas, mantendo uma qualidade excepcional. Membro da Denominação de Origem Catalunha desde 2001, a vinícola opera com um sistema de viticultura sustentável que utiliza recursos naturais e respeita o meio ambiente. O vinhedo é cultivado com métodos biológicos , reduzindo o uso de produtos químicos, e a vinificação é baseada no conceito de cubas. Eles sempre utilizaram um método inovador de separação de cada variedade de uva em tanques diferentes, produzindo vinhos monovarietais. O terroir. Método de elaboração O método de elaboração do vinho Ramon Roqueta Tempranillo segue uma abordagem que a vinícola considera inovadora para a época de sua fundação. Uvas: Utiliza 100% uvas Tempranillo, colhidas manualmente.Vinificação: As uvas são vinificadas em tanques separados, prática que visa preservar as nuances únicas de cada variedade (método “Tines de Roqueta”). Amadurecimento: O vinho passa por um estágio de cerca de três meses em barricas de carvalho americano para arredondar e polir seus taninos, adicionando notas de especiarias e tostado. Esse processo resulta em um vinho que expressa o caráter frutado da Tempranillo com a complexidade aromática sutil proveniente do contato com o carvalho. O terroir Solo O solo da D.O. Pla de Bages é predominantemente franco-argiloso e calcário (ou calcário-argiloso). É um solo profundo e com alto teor de calcário, frequentemente pedregoso, que se caracteriza por possuir boas propriedades de retenção de umidade. Clima O clima é classificado como continental mediterrâneo de média montanha. As condições são ideais para a viticultura e incluem: Dúvidas? Deixe no cometário. A D.O Bages. A D.O. Pla de Bages é uma Denominação de Origem Protegida (D.O.P.) localizada na região da Catalunha, no nordeste da Espanha, na província de Barcelona. A região, cujo nome remete à palavra latina Bacus (Baco, deus romano do vinho), possui uma herança vinícola milenar. Ano de Fundação da D.O. A Denominação de Origem Pla de Bages foi oficialmente criada em 1995, em um movimento para recuperar e valorizar o patrimônio vitivinícola da área, que sofreu um forte declínio no século XX. Vinhos de Destaque A região busca expressar sua identidade através de castas autóctones recuperadas, resultando em vinhos que se destacam pelo seu frescor, concentração amável e capacidade de envelhecimento. Vinícolas A D.O. conta com aproximadamente 17 adegas filiadas, em sua maioria propriedades familiares que cultivam os próprios vinhedos. Esta estrutura permite um cuidado personalizado e tradicional. Característica Descrição Solo Predominante Franco-argiloso e Calcário. Boa profundidade e capacidade de retenção de água. Clima Continental Mediterrâneo de Média Montanha. Forte oscilação térmica dia/noite, baixa pluviosidade. Efeito no Vinho Confere frescor e um perfil mais leve e frutado, especialmente nos vinhos brancos. Castas Chave Picapoll (Branca) e Sumoll (Tinta). Comparação com as vizinhas famosas, a D.O.Q Priorat e D.O Montsant D.O.Q Priorat: Característica Descrição Solo Predominante Llicorella (Ardósia/Xisto). Solo escuro, muito pobre e quebrado, em encostas íngremes (costers). Clima Mediterrâneo Seco e Extremo. Verões … Ler mais
Boas Práticas no Supermercado: Um Guia de Etiqueta para Clientes Conscientes Frequentar um supermercado é uma atividade rotineira, mas a forma como nos comportamos impacta diretamente a experiência de todos — clientes e colaboradores. Adotar a etiqueta de supermercado é uma questão de respeito, segurança e responsabilidade com os produtos e o ambiente de trabalho. Há muito tempo sinto a necessidade de escrever sobre este assunto. Diariamente me deparo com situações que entendo que podem ser evitadas. Os clientes não fazem ideia da quantidade de produtos avariados perdidos, dos acidentes e das punições que os funcionários recebem por culpa do seu comportamento. Esta postagem não é um puxão de orelha, é apenas um alerta, uma fonte de informação. 1. Comportamento Geral do Cliente 2. Etiqueta na Seção de Vinhos (Adega) A seção de vinhos é delicada e exige cuidado extra: O Risco de Esvaziar Caixas para Levar a Embalagem Não se deve esvaziar as caixas originais de vinhos ou outros produtos na gôndola para usar a caixa vazia. 3. Dicas de Etiqueta no Açougue 4. Regras de Etiqueta na Padaria 5. A Importância de Não Descartar Produtos em Qualquer Lugar Esta é uma das regras mais cruciais: nunca descarte produtos perecíveis (carnes, laticínios, congelados, refrigerados) em prateleiras comuns. Resumo da Etiqueta de Supermercado Área Regra Essencial Geral/Carrinho Não bloqueie corredores. Devolva o carrinho após o uso. Açougue/Padaria Pegue a senha. Use luvas e pegadores na padaria. Tenha clareza no pedido. Vinhos/Caixas Não esvazie caixas para levá-las. Peça uma caixa vazia ao funcionário. Perecíveis Nunca descarte carnes/congelados em gôndolas comuns. Devolva à refrigeração ou entregue a um funcionário. Caixa Respeite a fila e use o separador de compras. Vagas de Estacionamento: Respeite as vagas preferenciais (idosos, gestantes, deficientes) se você não se enquadra nos critérios. Direitos que podem (e devem) ser exigidos pelos clientes. Direitos do Consumidor em Supermercados: É fundamental que os clientes de supermercados conheçam seus direitos para garantir uma experiência de compra justa e segura. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante diversas proteções. Direitos do Cliente em Supermercados Descrição Preço Exato e Claro O preço cobrado deve ser o que está visível na gôndola ou o menor preço registrado no sistema, em caso de divergência. O valor final no caixa deve ser o informado. Troca de Produto Em caso de defeito ou vício (produto estragado, com data de validade vencida, impróprio para consumo), o cliente tem direito à troca ou ao dinheiro de volta. Produto com Vício Oculto Mesmo após o uso, se um vício não aparente for descoberto, o consumidor tem o direito de reclamar. Informação Clara e Precisa Todos os produtos devem ter informações claras sobre suas características, composição, preço, prazo de validade e riscos à saúde ou segurança. Qualidade e Segurança Os produtos devem ser adequados ao consumo e não apresentar riscos à saúde ou segurança dos consumidores. Atendimento Adequado O cliente tem direito a um atendimento cortês e eficiente, sem discriminação ou espera excessiva em filas (em alguns estados e municípios, há leis sobre tempo máximo de espera). Privacidade O consumidor tem direito à sua privacidade, não podendo ter seus dados pessoais coletados ou compartilhados sem consentimento e finalidade específica. Reparação de Danos Em caso de danos causados por produtos ou serviços do supermercado (ex: piso molhado sem sinalização), o cliente tem direito à reparação. Prática Abusiva O cliente é protegido contra práticas abusivas, como venda casada, publicidade enganosa, cobrança por produtos não solicitados ou preços abusivos sem justa causa. Devolução em Compra Online Para compras feitas pela internet ou telefone (supermercados com delivery), o consumidor tem 7 dias para desistir da compra e devolver o produto, sem necessidade de justificativa. Conhecer esses direitos capacita o consumidor a fazer valer a lei e a contribuir para um ambiente de consumo mais transparente e ético. Dúvidas? Deixe nos comentários.
Este post é pra reforçar o que digo na loja diariamente: busque pela safra, ela faz uma diferença enorme. Quando falo isso eu ouço frequentemente: “Não sou especialista a esse ponto, não sei quais safras foram realmente boas e quais foram as ruins.” Isso é simples, respondo, é só lembrar do último presidente do Brasil: 2018: eleição. 2022 último ano de governo. Coincidentemente foram as últimas grandes safras, as que estão disponíveis no mercado atualmente. O clima é o grande mestre na viticultura. Raramente testemunhamos uma sequência tão consistente de anos favoráveis, mas o período entre 2018 e 2022 produziu uma verdadeira Era de Ouro na qualidade global do vinho, oferecendo safras obrigatórias para qualquer colecionador. Os Cinco Anos de Excelência (2018–2022) Esta sequência estendida de safras extraordinárias é notável. Em muitas regiões, o ano de 2018 estabeleceu o padrão com condições de maturação ideais, preparando o terreno para a excelência de 2019, 2020, 2021 e 2022. Esses anos trouxeram uvas com características raras: O Contraste: A Importância de Saber Escolher Quando confrontamos esta Era de Ouro com anos mais desafiadores, como 2023 e 2024, a importância de saber a safra se torna crucial: Perfil de Safra Vinhos (Ex: 2018 a 2022) Vinhos Desafiadores (Ex: 2023, 2024) Objetivo Colecionar e guardar para longo prazo. Consumir jovem (prontos para beber) ou exigir seleção rigorosa. Valor de Mercado Maior valorização e liquidez futura. Tendência a manter um valor estável ou desvalorizar após o lançamento. Risco Baixo, a qualidade está assegurada. Alto, a qualidade é desigual devido a problemas climáticos. Colecionar Memórias: A Razão Final para Guardar Comprar vinhos dessas safras excepcionais é mais do que um investimento; é a compra de uma cápsula do tempo para celebrar o futuro. Um vinho de uma safra histórica (como 2018 ou 2019) tem a força e a complexidade para evoluir. Quando for aberto daqui a 10 ou 20 anos com alguém especial, ele contará a história de todo esse tempo, tornando-se o presente perfeito que você preparou para os grandes momentos e para as pessoas que você ama. A Prova da Excelência: Os Vinhos de 100 Pontos A qualidade destas safras foi confirmada pelos principais críticos, que premiaram diversos rótulos com a nota máxima de 100 pontos. Safra Vinho & Região Crítico 2021 Viña Seña (Vale do Aconcágua, Chile) James Suckling (JS) 2021 Finca Piedra Infinita Gravascal (Vale de Uco, Argentina) Robert Parker (RP) 2020 Albert Mann Pinot Noir Alsace Grand H (Alsácia, França) James Suckling (JS) 2019 Beaulieu Vineyard Georges de Latour (Napa Valley, EUA) James Suckling (JS) 2019 Finca Piedra Infinita Supercal (Vale de Uco, Argentina) Robert Parker (RP) 2018 Château Trotanoy Pomerol (Bordeaux, França) James Suckling (JS) 2018 Finca Piedra Infinita Gravascal (Vale de Uco, Argentina) Robert Parker (RP) Vinhos de Excelência Máxima (95 a 99 Pontos) Safra Vinho & Região Crítico / Pontuação 2022 Don Melchor (Puente Alto, Chile) Guia Descorchados (99 pts.) 2021 Château Palmer (Margaux, Bordeaux) Decanter (98 pts.) 2021 Catena Zapata Adrianna Vineyard River (Mendoza, Argentina) Robert Parker (98 pts.) 2020 Sassicaia (Bolgheri, Itália – Supertoscano) Wine Spectator (98 pts.) 2019 Ornellaia (Bolgheri, Itália – Supertoscano) Robert Parker (98 pts.) 2019 Almaviva (Maipo, Chile) James Suckling (98 pts.) 2018 Château Haut-Brion (Pessac-Léognan, Bordeaux) Wine Spectator (98 pts.) 2018 Vega Sicilia Único (Ribera del Duero, Espanha) Guia Peñín (97 pts.) Conclusão: Para construir uma adega de longevidade e valor, a escolha é clara: concentre seus investimentos nas safras 2018, 2019, 2021 e 2022! Agora só os vinhos do Novo Mundo. O Guia Descorchados é o mais importante para a América do Sul! Ele é a referência máxima para a região e está devidamente integrado na lista. Expandi a seleção para incluir vinhos de pontuação igual ou superior a 94 pontos (para destacar os verdadeiros ícones) das safras 2018 a 2022 para cada rótulo icônico das regiões do Novo Mundo. Pra você se guiar em sua compra, no Sam’s Club ou no exterior, aqui está o guia completo de vinhos de elite (94+ pontos) dessas regiões: Guia de Vinhos de Elite (94+ Pontos) por Região Região Vinho Ícone Safra Crítico / Pontuação 1. 🇦🇷 América do Sul Argentina Catena Zapata Adrianna River Stones 2019 Robert Parker (RP) 99 pts Argentina Achaval Ferrer Finca Altamira Malbec 2019 Guia Descorchados 98 pts Chile Viña Seña (Cabernet Sauvignon Blend) 2021 James Suckling (JS) 99 pts Chile Viñedo Chadwick (Cabernet Sauvignon) 2021 James Suckling (JS) 99 pts Brasil Casa Valduga Quatro (Tannat/Cab. Franc) 2018 Guia Descorchados 94 pts 2. 🇺🇸 Estados Unidos Napa Valley, CA Screaming Eagle Cabernet Sauvignon 2019 Críticos Diversos 99-100 pts Napa Valley, CA Hundred Acre Kayli Morgan Vineyard 2019 Robert Parker (RP) 99 pts Napa Valley, CA Beaulieu Vineyard Georges de Latour 2019 James Suckling (JS) 99 pts 3. 🇦🇺 Austrália Multi-Regional Penfolds Grange (Shiraz) 2019 Wine Spectator (WS) 98 pts Eden Valley Henschke Hill of Grace Shiraz 2018 Robert Parker (RP) 99 pts 4. 🇳🇿 Nova Zelândia Central Otago Felton Road Block 3 Pinot Noir 2021 Bob Campbell MW 97 pts Martinborough Ata Rangi Pinot Noir 2019 Robert Parker (RP) 97 pts 5. 🇿🇦 África do Sul Swartland Sadie Family Columella (Syrah Blend) 2018 Tim Atkin MW 97 pts Stellenbosch Kanonkop Paul Sauer (Bordeaux Blend) 2020 Tim Atkin MW 97 pts 6. 🇬🇷 Grécia Santorini Estate Argyros Cuvée Monsignori (Assyrtiko) 2018 Decanter 97 pts Naoussa Kir-Yianni Ramnista Xinomavro 2019 Wine Advocate 94 pts 7. 🇱🇧 Oriente Médio (Líbano/Israel) Líbano Château Musar Red (Grand Vin) 2018 Decanter 94 pts Israel Golan Heights Yarden Cabernet Sauvignon 2019 Wine Spectator 94 pts Nota: Alguns vinhos icônicos (como Château Musar) possuem um longo tempo de guarda e só são lançados anos após a colheita, o que explica por que a safra 2018 (ou mais recente) pode ser a mais atual avaliada por críticos internacionais no momento da publicação. Vinhos Tintos Brasileiros com Alta Pontuação e os Espumantes Brasileiros Mais Bem Avaliados. O desempenho dos vinhos brasileiros 90 pontos de safras recentes no Guia Descorchados.Quem é atendido por mim no Sam’s sabe de … Ler mais
Primeiro vou (tentar) explicar como é feito o espumante sem álcool (ou “vinho espumante desalcoolizado”) é um produto que começa como um vinho normal, mas passa por um processo para remover o álcool, mantendo o máximo possível de sabor, aroma e textura. Vamos por partes. 1. Produção inicial igual a um espumante tradicional Antes de retirar o álcool, o processo é idêntico ao de um espumante com álcool: Ou seja, primeiro ele é realmente um espumante “com álcool”. 2. Remoção do álcool Depois de pronto, o vinho é submetido a um processo de desalcoolização. Há três métodos principais: Método Como funciona Pontos positivos / negativos Destilação a vácuo O vinho é aquecido sob pressão reduzida; o álcool evapora a uma temperatura mais baixa (cerca de 30 °C), preservando os aromas. Método mais usado em grandes vinícolas; mantém bem o perfil aromático. Osmose reversa O vinho passa por membranas que separam o álcool e parte da água dos compostos aromáticos e fenólicos. Depois, tudo é recombinado sem o álcool. Preserva sabores e estrutura; custo mais alto. Stripping com gás (pouco comum) Gases inertes (como nitrogênio) “arrastam” o álcool do líquido. Menos eficiente, usado em produções menores. Após esse processo, o teor alcoólico fica abaixo de 0,5 % — o suficiente para ser legalmente considerado sem álcool em quase todos os países. 3. Recarbonatação Como parte do gás carbônico pode se perder durante a desalcoolização, muitas marcas fazem a recarbonatação controlada — ou seja, adicionam CO₂ natural para devolver o perlage (as bolhinhas). 4. Ajustes finais Para equilibrar o sabor (já que o álcool traz corpo e doçura), o produtor pode: Resultado O espumante sem álcool mantém: 5- Suco de uva gaseificado O Método de Gaseificação de Suco de Uva Este método é mais simples e resulta em uma bebida de uva gaseificada, mas não em um vinho desalcolizado, pois não houve fermentação alcoólica: Etapa 1: Suco de Uva Premium O produtor brasileiro utiliza suco de uvas selecionadas (variedades como Moscato, Niágara ou Bordô) focando em alto frescor e sabor das bebida envasadas como SUCO, para VINHOS GASEIFICADOS geralmente utilizam as variedades da Moscato. Etapa 2: Gaseificação Simples O suco é apenas gaseificado em tanques pressurizados com a adição de gás carbônico (CO2). Resultado: A bebida final é doce, muito frutado (com sabor intenso de uva) e com as borbulhas de um espumante. Legalmente, no Brasil, ela é classificada como bebida de uva gaseificada e não como espumante. Sim, é isto o que está escrito nos contra-rótulos. Perfil Desalcoolizado (Método 1) Gaseificação de Suco (Método 2) Origem Vinho com álcool que teve o álcool removido. Suco de uva que nunca fermentou. Sabor Mais complexo, com acidez próxima à do vinho e menos doçura. Mais doce, sabor puro de uva, menos complexo. Essa é uma excelente distinção. O mercado brasileiro de “espumantes sem álcool” está em crescimento, e a maioria dos produtos nacionais atualmente utiliza o método mais simples: a Gaseificação de Suco de Uva. Aqui estão alguns exemplos de vinícolas brasileiras e o método que elas tendem a utilizar: 1. Gaseificação de Suco de Uva (Mais Comum no Brasil) Muitas vinícolas brasileiras optam por produzir bebidas de uva gaseificadas, que legalmente não são classificadas como espumantes, pois não passaram por fermentação alcoólica. O foco é no sabor puro da fruta e no frescor: 2. Desalcoolização (O Verdadeiro Desafio Nacional) Embora o método de desalcoolização (remover o álcool do vinho pronto) seja o padrão para grandes marcas internacionais vendidas no Brasil (como a Freixenet, que usa a Destilação a Vácuo), ele exige um investimento tecnológico maior para preservar a complexidade do vinho original. Enquanto a maioria das vinícolas nacionais não divulga abertamente o uso da desalcoolização para seus espumantes zero álcool, a tendência do mercado é que, com o aumento da demanda, mais empresas brasileiras invistam no método de desalcoolização a vácuo para lançar produtos com um perfil de sabor mais próximo ao do vinho. Em resumo, se você comprar um espumante zero álcool de uma marca brasileira hoje, é muito provável que esteja consumindo uma bebida de uva gaseificada (Método 2), focada na doçura e no aroma de fruta pura. O método da Freixenet A Freixenet, uma das maiores produtoras de Cava (espumante espanhol) do mundo, utiliza o método de desalcoolização para produzir seu espumante Alcohol Free (Zero Álcool). O processo é o mais sofisticado e visa preservar ao máximo as características do vinho base original. O Método Freixenet: Desalcoolização a Vácuo A Freixenet adota a técnica de destilação a vácuo em baixa temperatura para remover o álcool do vinho. Aqui está a explicação passo a passo: 1. Produção do Espumante Base O processo começa de forma idêntica à produção de um vinho espumante tradicional, muitas vezes utilizando uvas como a Moscatel. O vinho passa pela fermentação e atinge seu teor alcoólico normal, desenvolvendo todos os seus aromas e sabores. 2. Extração do Álcool (Destilação a Vácuo) Após o espumante estar pronto, ele é submetido ao processo de desalcoolização: 3. Preservação dos Componentes Ao remover o álcool a apenas 30°C (e não a 78°C, ponto de ebulição do álcool em pressão normal), o calor não danifica os componentes aromáticos e voláteis do vinho. Isso permite que o produto final mantenha a acidez, o frescor e as notas frutadas e cítricas originais das uvas. 4. Recomposição e Engarrafamento Como o processo de destilação pode remover o gás carbônico e alguns aromas leves, o produto é: Em resumo: A Freixenet opta por criar um vinho, com todas as suas complexidades de sabor, e depois retira seletivamente o álcool, oferecendo um produto com um perfil mais semelhante a um espumante Moscatel tradicional, porém sem álcool. Ajustado: explicação Os aromas seriam ajustado com a adição de suco de uva? Essa é uma dúvida muito pertinente! A frase “Os aromas voláteis que se separaram do álcool durante o vácuo são frequentemente reincorporados ao líquido” se refere a um processo técnico sofisticado e não à simples adição de suco de uva “in natura”. Aqui está a explicação … Ler mais
Aqui vai uma postagem completa sobre os benefícios do vinho para a saúde. O Vinho e Seus Benefícios à Saúde Tomar uma taça de vinho com moderação não é apenas um prazer — é também um hábito associado a uma vida mais longa e saudável. Diversos estudos apontam que o vinho, especialmente o tinto, que contém compostos naturais que ajudam a proteger o coração, o cérebro e até o envelhecimento das células. Por que o vinho faz bem? O segredo está nos polifenóis, compostos antioxidantes presentes nas cascas e sementes das uvas. Entre eles, dois se destacam: Benefícios Principais 🫀 Benefício 🍷 Como o vinho ajuda Saúde do coração O resveratrol ajuda a reduzir o colesterol “ruim” (LDL) e aumenta o “bom” (HDL). Longevidade O consumo moderado está ligado à redução do risco de doenças crônicas. Saúde cerebral Melhora da circulação e possível proteção contra Alzheimer. Ação antioxidante Os polifenóis combatem radicais livres, retardando o envelhecimento celular. Controle glicêmico Pode auxiliar na regulação da insulina, se consumido com moderação. Compostos Naturais e Cuidados ⚗️ Composto 💪 Função no organismo ⚠️ Alerta para alérgicos Resveratrol Antioxidante, melhora a saúde cardiovascular e imunológica. Pode causar reações em pessoas com sensibilidade a compostos fenólicos, como dores de cabeça. Antocianinas Pigmentos naturais que reduzem inflamações e fortalecem vasos sanguíneos. Pessoas sensíveis a polifenóis podem apresentar reações leves (coceira, irritação). Importante lembrar O vinho faz bem quando consumido com moderação — cerca de 1 taça por dia (150 ml) para mulheres e até 2 taças para homens.O excesso anula os benefícios e traz riscos à saúde. Dica: prefira vinhos tintos secos e naturais, feitos com uvas ricas em antocianinas, como Malbec, Cabernet Sauvignon e Tannat. Quadro de fixação. Visualize no computador ou tablet. 🍇 O Vinho e Seus Benefícios à Saúde Tomar uma taça de vinho com moderação pode ser um prazer e um aliado para a saúde. Conheça os principais compostos do vinho que ajudam o organismo e os cuidados para quem tem sensibilidade: 💜 Por que o vinho faz bem? O vinho tinto contém polifenóis, antioxidantes naturais presentes nas cascas e sementes das uvas. Dois compostos se destacam: resveratrol e antocianinas. 🩺 Benefícios principais Benefício Como o vinho ajuda Saúde do coração O resveratrol pode ajudar a reduzir LDL e elevar HDL. Longevidade Consumo moderado está associado a menor risco de doenças crônicas. Saúde cerebral Melhora da circulação e possível proteção contra declínio cognitivo. Ação antioxidante Polifenóis combatem radicais livres e retardam o envelhecimento celular. 🍇 Compostos e cuidados Aqui estão os compostos mais relevantes e o que observar caso você seja sensível ou alérgico. Composto Função Alerta Resveratrol Antioxidante, protege o coração e as células. Pessoas sensíveis a fenólicos podem ter reações (dor de cabeça, rubor). Consulte seu médico. Antocianinas Pigmentos com ação anti-inflamatória e vascular. Alérgicos a polifenóis podem sentir coceira ou irritação. Evite contato com o produto. Sulfito (aditivo) Usado como conservante em alguns vinhos. Indivíduos com asma ou sensibilidade a sulfito devem evitar vinhos que o contenham. Procure rótulos “low sulfite” ou naturais. Atenção: Pessoas com alergias a fenólicos, antocianinas ou sulfitos, gestantes, quem faz uso de medicamentos que interajam com álcool e indivíduos com histórico de alcoolismo devem evitar o consumo de vinho. Consulte sempre um profissional de saúde. Moderação: o consumo recomendado é de até 1 taça (150 ml) por dia para mulheres e até 2 taças para homens. O excesso anula os benefícios e traz riscos. Sugestão: prefira vinhos tintos secos e de boa procedência — variedades como Malbec, Cabernet Sauvignon e Tannat costumam ter maior concentração de antocianinas. Brinde à vida — com equilíbrio. 🍷 E pra quem malha? O vinho e os exercícios físicos formam uma dupla interessante, mas que exige equilíbrio e conhecimento. Vinho e Exercícios: equilíbrio entre prazer e performance Praticar atividades físicas e apreciar uma taça de vinho podem, sim, coexistir de forma saudável — desde que haja moderação e respeito ao corpo.O vinho contém compostos que podem favorecer a recuperação muscular, a circulação e o bem-estar mental, mas o consumo exagerado interfere no rendimento e na regeneração do organismo. O que a ciência diz 🧬 Aspecto 🍇 Efeito do vinho Recuperação muscular O resveratrol possui propriedades antioxidantes que ajudam a reduzir o estresse oxidativo após o treino. Saúde cardiovascular Polifenóis melhoram a circulação sanguínea, o que favorece o transporte de oxigênio e nutrientes aos músculos. Controle do cortisol Uma taça moderada pode reduzir o estresse e equilibrar hormônios após o treino. Relaxamento e sono O vinho ajuda o corpo a relaxar, mas deve ser evitado logo antes de dormir, pois o álcool pode prejudicar o sono profundo. Vinho e Pilates: o lado do bem-estar O pilates busca equilíbrio e consciência corporal, e o vinho, quando consumido com responsabilidade, pode complementar essa filosofia.Ele favorece momentos de relaxamento, melhora o humor e pode ser incluído em pequenos rituais de autocuidado — desde que não substitua hidratação e alimentação adequada. Cuidados para quem faz musculação ⚠️ Situação 🚫 Evite o vinho se… Treino intenso ou competição O álcool reduz a síntese de proteínas e atrasa a recuperação muscular. Uso de suplementos ou medicamentos Pode haver interação com creatina, termogênicos ou anti-inflamatórios. Desidratação pós-treino O álcool aumenta a eliminação de líquidos. Priorize água e isotônicos antes da taça. Dieta de ganho de massa O álcool aumenta a eliminação de líquidos. (cerca de 120 kcal por taça). Controle o consumo. 🍷 Vinho e Exercícios: equilíbrio entre prazer e performance Como o vinho pode conviver com a musculação e o pilates — e quando ele atrapalha. O vinho, quando consumido com moderação, pode trazer benefícios complementares à prática física. No entanto, o excesso interfere na recuperação e na performance. Veja abaixo os principais pontos: 💪 Efeitos do vinho no corpo ativo Aspecto Efeito do vinho Recuperação muscular O resveratrol ajuda a reduzir o estresse oxidativo após o treino. Saúde cardiovascular Os polifenóis melhoram a circulação e o aporte de oxigênio aos músculos. Controle do estresse Uma taça moderada pode reduzir o cortisol e promover relaxamento. … Ler mais
O vinho que destronou o Esteban Martins Garnacha-Syrah, e se tornou o espanhol mais vendido do Sam’s Club. Custa R$ 69,98 enquanto seu concorrente, R$ 48,98. Não foi pelo preço, foi por classe, qualidade, rótulo e cápsula mais bem acabadas, aroma e sabor. Sempre que me pedem alguma sugestão de vinho bom e barato do dia ele é o primeiro que vem na memória, por que? Eu explico. Aqui estão alguns motivos pelos quais o Carlos Serres Crianza (D.O. Rioja) se destaca como uma boa escolha em termos de custo-benefício: Por que oferece bom custo-benefício Quanto custava quando não era importado pelo Sam’s? Agora estão queimando o estoque restante. Olha o preço da meia garrafa (375ml) com 50% de desconto. Avaliações no Vivino. Consistência. Mas não se engane, este vinho é no mínimo nota 4.0. Eu dei nota 4.2. O terroir. Haro: O Coração da Rioja Berço da cultura vinícola da Rioja, Haro se destaca por sua rica história e tradição. Localizada no coração da região, ostenta bodegas centenárias, paisagens vinícolas deslumbrantes e a famosa Batalla del Vino, uma batalha ritualística de vinho que celebra o início das vindimas. Pra saber mais sobre este terroir único, leia a postagem sobre o Members Mark Crianza. Prêmios. Entendendo a legislação de Rioja. Rioja foi a primeira região do mundo a legislar e colocar a palavra Reserva em rótulos de vinho. A legislação é rígida e simples de entender. Rioja: Crianza, Reserva e Gran Reserva – Um Mergulho no Mundo dos Vinhos Espanhóis A Rioja, renomada região vinícola espanhola, se destaca por seus tintos excepcionais, classificados em três categorias distintas: Crianza, Reserva e Gran Reserva. Cada uma ostenta características únicas, revelando diferentes nuances de sabor e complexidade. Crianza: A Porta de Entrada para o Universo Rioja Os vinhos Crianza representam a introdução ao mundo da Rioja. Jovens e vibrantes, envelhecem por no mínimo dois anos, sendo pelo menos um ano em barris de carvalho americano ou francês. Essa maturação concede-lhes taninos macios e aromas frutados exuberantes, com notas de cereja, framboesa e baunilha. Perfeitos para acompanhar tapas, carnes leves e queijos semi-maturados. Reserva: Elegância Aprofundada A categoria Reserva eleva a experiência Rioja a um novo patamar. Estes vinhos passam por um envelhecimento mínimo de três anos, sendo pelo menos um ano em barris de carvalho. Essa maturação prolongada intensifica seus sabores, revelando notas de especiarias, couro e tabaco, além de frutas maduras como ameixa e figo. Ideal para acompanhar pratos mais elaborados, como cordeiro assado, risoto de cogumelos e tábuas de charcuterie. Gran Reserva: O Apogeu da Rioja No topo da pirâmide da Rioja residem os Gran Reservas, vinhos excepcionais que definem a excelência da região. Submetidos a um envelhecimento mínimo de cinco anos, sendo pelo menos dois anos em barris de carvalho, ostentam elegância e complexidade inigualáveis. Aromas intensos de frutas secas, couro, cacau e especiarias se entrelaçam em um corpo estruturado e taninos sedosos. Um vinho para ocasiões especiais, harmonizando perfeitamente com carnes vermelhas de caça, javali e pratos de alta gastronomia. Nota do negão: o vinho que NÃO passa por barrica ou amadurece por apenas 6 meses é classificado como Jovem (róben). As regras de Ribera del Duero e demais regiões da Espanha SÃO DIFERENTES, menos tempo em barricas é necessário para classificação em Crianza, Reserva e Gran Reserva. A vinícola centenária. Vinhos de hoje… com História Em 1896, Carlos Serres fundou a primeira vinícola registrada de Haro como comerciante exportador, com o objetivo de satisfazer os paladares internacionais mais exigentes com seus vinhos. O prédio original ficava no bairro da Estação de Haro. Lá, Serres aplicou as técnicas de vinificação e envelhecimento que herdara de sua terra natal e incutiu na vinícola um foco comercial que impulsionou seus vinhos ao reconhecimento internacional. Em meados do século XX, o crescimento da vinícola e a falta de espaço exigiram sua mudança para o local atual. A vinícola respeita o legado histórico e tradicional transmitido por seu fundador. Os tanques de concreto garantem a perfeita preservação da máxima expressão frutada de cada variedade, através da micro-oxigenação contínua que ocorre naturalmente pelos seus poros. Seguindo o estilo bordalês implementado por Carlos Serres, barricas de carvalho americano e francês das melhores tanoarias conferem essas notas especiadas (condimentadas) e lácteas em um edifício completamente novo, onde repousam 5.000 barricas. Tudo isso está inserido em um estilo arquitetônico que mescla séculos de história com design contemporâneo. Harmonizações. Carnes de proteína branca ou vermelha. Não pense em harmonizar com queijo. Eu explico o porquê aqui. Considerações finais Em resumo: se você encontrar essa garrafa por preços entre R$ 70,00 e R$ 80,00 e procura um tinto de Rioja que tenha estrutura adequada, envelhecimento moderado em barrica, boa fruta, e que não esteja excessivamente caro, o Carlos Serres Crianza é uma escolha bastante equilibrada entre qualidade e preço. Conclusões finais. O vinho é excelente, acima da média. Era vendido por quase 3x o preço atual no Sam’s. A vinícola tem mais de 125 anos de experiência em fazer vinhos com excelência na região mais exigente do mundo. São eles que produzem o Member’s Mark Crianza, o mais querido e concorrido. Fontes. https://riberadelduero.es/consejo-regulador/legislacion-y-certificacion https://riojawine.com/es http://carlosserres.com/ https://riojawine.com/es/bodegas-rioja/?f[]=Centenarias