Tendências do Vinho no Brasil 2026
Garrafa de vinho e gráfico atrás mostrando as vendas de vinhos desde 2020.
Garrafa de vinho e gráfico atrás mostrando as vendas de vinhos desde 2020.
Chuck Norris treinando na academia dos irmãos Machado (sobrinhos de Carlos Gracie).
Com pesar, recebemos a notícia do falecimento de Michel Rolland no último dia 20 de março de 2026, aos 78 anos, em Bordeaux. O mundo da enologia perde não apenas um técnico brilhante, mas o maior ícone do conceito de “flying winemaker” (enólogo voador), que transformou a forma como o vinho é produzido e apreciado globalmente.
St. Patric’s Day não é só cerveja verde, Leprechauns e trevo. Estamos no mês de comemorações do padroeiro da Irlanda, São Patrício, fiz este post pra explicar a importância histórica do homem que unificou a Irlanda. Com certeza você lerá um post bem detalhado, preparei um roteiro completo que cruza a história de São Patrício com o destino da Irlanda — da ilha dos eruditos ao “Tigre Celta”. As fontes principais foram os canais do Youtube: Brasão de Armas, Prof. Marcelo Andrade , dois dos melhores canais de história do YouTube Brasil (Prêmio iBest), sites especializados na cultura irlandesa e Google Gemine. Vou deixar tudo no final da postagem. Vamos à história! A importância histórica do Bispo Patrício. O dia 17 de março não é apenas sobre cerveja verde; é a celebração da morte de São Patrício (461 d.C.), o homem que não apenas converteu uma nação, mas ajudou a salvar a cultura ocidental. 1. Uma Terra Nunca Conquistada por Roma Enquanto o Império Romano dominava quase toda a Europa, a Hibérnia (Irlanda) permanecia indomada. Habitada por tribos celtas, a ilha vivia sob o sistema de Tuatha (pequenos reinos). Estima-se que existiam cerca de 150 desses reinos. Embora houvesse a figura do High King (Grande Rei) em Tara, o poder era descentralizado e as guerras entre clãs eram constantes. 2. O Escravo que Encontrou a Fé na Dor Patrício não era irlandês. Nasceu na Britânia romana (provavelmente na atual Escócia ou País de Gales) em uma família cristã abastada. Aos 16 anos, foi capturado por piratas (geralmente identificados como árabes/vikings, embora o mar fosse infestado por incursões diversas) e vendido como escravo na Irlanda. Em seus escritos (Confessio), ele admite que era ateu na juventude. Foi na solidão do pastoreio, passando frio e fome, que ele se converteu. Após seis anos no cativeiro, teve uma visão divina que o guiava à fuga. Ele caminhou duzentas milhas até a costa, onde embarcou clandestinamente para a França (Gália). 3. O Retorno: Unificação pela Fé Após tornar-se bispo na França, Patrício sentiu um chamado: voltar à terra de seus captores. Em 432 d.C., ele desembarcou na Irlanda. Diferente de outras missões, Patrício não lutou contra a cultura local; ele a integrou. Um exemplo clássico é a Cruz Celta, onde ele teria sobreposto a cruz cristã ao sol (venerado pelos pagãos) para facilitar a compreensão. Ele enfrentou os Druidas — a poderosa classe sacerdotal e intelectual celta — e, em vez de uma unificação política pelo ferro, unificou a Irlanda através de uma fé comum e da fundação de mosteiros. O Milagre e o Antigo Senhor: Diz a lenda que Patrício tentou converter seu antigo senhor, Miliucc, levando ouro para pagar sua liberdade legal. Miliucc, temendo o poder espiritual de Patrício, incendiou a própria casa e se suicidou, recusando-se a se submeter. 4. Como a Irlanda Salvou a Civilização Enquanto o continente europeu colapsava sob as invasões bárbaras e as bibliotecas de Roma ardiam, a Irlanda tornou-se um porto seguro. 5. O Período Sombrio: Subjugação e Fome A relação com a Inglaterra mudou drasticamente com a Reforma Protestante. Oliver Cromwell invadiu a ilha no século XVII com uma brutalidade ímpar, confiscando terras de católicos para dar a colonos protestantes (o sistema de Plantation). Cerca de 80% das terras foram tomadas pelos ingleses. No século XIX, a tragédia atingiu seu ápice com a Grande Fome (1845-1852). Uma praga dizimou as plantações de batata, a única fonte de alimento dos camponeses pobres. Enquanto milhões morriam, a Inglaterra — sob a visão de Darwinismo Social da Rainha Vitória — continuava exportando outros alimentos da Irlanda, acreditando que o mercado deveria se autorregular. 6. Do Êxodo ao Tigre Celta A fome e a perseguição geraram uma diáspora massiva para os EUA, Austrália e América Latina (incluindo Barbados e o Brasil). Após uma guerra sangrenta de independência no início do século XX e os conflitos do IRA na Irlanda do Norte, a Irlanda do Sul (República) permaneceu pobre por décadas. A Virada: No final do século XX, a Irlanda adotou uma política econômica agressiva: O resultado foi o Tigre Celta. Hoje, o país possui um PIB per capita que ultrapassa os 100 mil dólares, seguindo um modelo de abertura similar ao de Singapura e Coreia do Sul. Fizeram exatamente o contrário do que o Brasil faz hoje. 7. Para Brindar: O Espírito Irlandês Não se pode falar de Irlanda sem seus “espíritos”. Todo 17 de março, brinde à resiliência de um povo que guardou os livros do mundo e transformou uma ilha de pastores em uma potência global. É impossível falar de São Patrício e da Irlanda sem o trevo. Ele é o elo principal entre o santo e o povo irlandês. Agora vamos incluir esse elemento crucial na história que ocorreu logo após o retorno de Patrício à Irlanda. 8. O Trevo (Shamrock) e o Mistério da Santíssima Trindade O trevo de três folhas (em gaélico, seamróg) é, talvez, o símbolo mais famoso associado a São Patrício. Mas qual a sua origem? Embora não existam evidências escritas contemporâneas a Patrício que comprovem que ele realmente usou o trevo, a tradição oral consolidou a planta como seu símbolo máximo. No dia de São Patrício, os irlandeses costumam prender um trevo na roupa para dar sorte e celebrar a fé trazida pelo santo. A história da cerveja verde e dos duendes é curiosa justamente porque muita gente acha que são tradições milenares da Irlanda, quando, na verdade, têm origens bem diferentes. 9. Por que a Cerveja Verde? (Spoiler: Não é Irlandesa) Soube por um cliente de origem irlandesa que se você pedir um “chope verde” em um pub tradicional no interior da Irlanda, provavelmente receberá um olhar confuso. 10. E os Duendes? Os “Leprechauns” e o Folclore Os duendes, ou Leprechauns, não têm ligação direta com a vida de São Patrício, mas tornaram-se o “mascote” da festa por serem o símbolo mais reconhecível do folclore celta. 11. A História da Indústria Cervejeira na Irlanda A relação da Irlanda com … Ler mais
Pessoal, recebi esse convite e o painel de vinhos está de cair o queixo. São rótulos espanhóis que você não encontra em prateleiras comuns. 💎 O destaque: Só o espumante Corpinnat da degustação custa cerca de R$ 1.200! É uma chance rara de provar essas “joias” por um valor de painel. 📍 Local: Garrafas do Beco (Copacabana) 🕒 Horário: Amanhã, às 15h📲 Infos e Reservas: Prof. Jorge Junior – (21) 99982-5612 Corre que as vagas são limitadíssimas! O Painel de Degustação (Parte 1): Painel de Degustação – Parte 1 “A Espanha como você nunca viu… mas que jamais vai esquecer!” Llopart Original 1887 Brut Nature 2011 – Corpinnat (Espumante) 93+ pts Parker Espumante histórico de rara complexidade, com 10 anos de autólise. Símbolo de excelência do Penedès. Numanthia 2019 – Toro (Tinto) 96 pts Parker Tinto monumental, símbolo da força e profundidade da Espanha central. Verónica Ortega ROC 2022 – Bierzo (Tinto) 96 pts Parker Tinto de estrutura elegante e taninos sedosos, com energia e frescor típicos do Bierzo. Castro Candaz La Vertical Blanco 2021 – Ribeira Sacra (Branco) 92 pts Parker Fresco, floral e mineral; revela a elegância fria da Galícia e a assinatura de Raúl Pérez. Viña Albali Gran Reserva 2018 – Valdepeñas (Tinto) 92 pts James Suckling Suave e redondo, com notas de cereja madura, baunilha e especiarias doces. Chapillon Siendra 2019 – Méntrida (Tinto) 91 pts James Suckling Elegante e expressivo, com notas de ameixa e especiarias, sustentadas por taninos finos. RESERVAR MINHA VAGA VIA WHATSAPP Falar com Jorge Junior: (21) 99982-5612 Sobre Llopart Original 1887 Uma Espanha Inesquecível “Garrafas do Beco apresenta: Joias de regiões pouco exploradas.” 🥂 O Astro da Noite: Llopart Original 1887 Mais que um espumante, o Llopart Original 1887 Brut Nature (Safra 2011) é um manifesto histórico. Com 93+ pontos Parker, ele resgata a essência da primeira garrafa lançada pela família Llopart há quase 140 anos. 10 Anos de Espera: Passou uma década em contato com as leveduras (autólise), criando uma cremosidade e notas de brioche e mel típicas dos maiores Champagnes do mundo. Selo Corpinnat: Pertence ao restrito grupo de produtores de elite da Catalunha que abandonaram a denominação “Cava” para estabelecer padrões de qualidade rigorosíssimos (colheita manual e uvas orgânicas). Exclusividade: Com preço de mercado de R$ 1.200,00, é uma joia rara de se encontrar aberta em taça no Brasil. O Painel de Degustação (Parte 1) Numanthia 2019 (Toro) [96 pts Parker] Um tinto monumental, símbolo da força e profundidade da Espanha central. Verónica Ortega ROC 2022 (Bierzo) [96 pts Parker] Tinto de estrutura elegante e taninos sedosos, com o frescor típico das uvas Mencía e Palomino. Castro Candaz La Vertical Blanco 2021 (Ribeira Sacra) [92 pts Parker] Um branco 100% Godello mineral e floral, com a assinatura artesanal do mestre Raúl Pérez. * O painel ainda conta com o premiado Viña Albali Gran Reserva 2018 (92 pts Suckling) e o expressivo Chapillon Siendra 2019 (91 pts Suckling). 📍 Garrafas do Beco: Rua Duvivier, 37 – Loja i – Copacabana 📅 Sábado, 21/03, às 15:00h RESERVAR VAGA PELO WHATSAPP Falar com Jorge Junior: (21) 99982-5612 Sobre o local. O Garrafas do Beco – Wine Bar & Shop é um espaço dedicado à apreciação de vinhos em um dos pontos mais históricos da boemia carioca. Situado no famoso Beco das Garrafas, em Copacabana. Ambiente intimista, ideal para eventos de degustação técnica como este.
Será lançado em abril de 2026 o anime Gotas de Deus.
Cobos Reptil é uma “joia escondida” produzida pela Viña Cobos sob encomenda. É uma forma de beber um vinho com a assinatura de Paul Hobbs (um dos maiores enólogos do mundo) pagando um preço muito mais acessível do que nas linhas tradicionais da marca. Dica do Negão: Se encontrar o Reptil com um bom preço no Sam’s, pode levar sem medo. É um Cobos legítimo, só não está no “álbum de fotos” oficial da família por questões de contrato! Eu explico no final. A adega do Sam’s Club Brasil acaba de receber um reforço de peso para os apreciadores de vinhos argentinos de alta qualidade: o Cobos Reptil Malbec. Este rótulo é produzido pela renomada vinícola Viña Cobos, uma instituição que redefiniu o patamar dos vinhos premium na região de Mendoza. Falar da Viña Cobos é, obrigatoriamente, falar de Paul Hobbs. O enólogo norte-americano é uma das figuras mais influentes da vitivinicultura moderna. Com passagens por vinícolas icônicas como Robert Mondavi e Opus One na Califórnia, Hobbs chegou à Argentina no final da década de 1980 e percebeu imediatamente o potencial inexplorado do terroir de Luján de Cuyo e do Vale de Uco. Em 1998, ele fundou a Viña Cobos com o objetivo de produzir Malbecs que pudessem competir com os melhores vinhos do mundo. Sua filosofia combina precisão técnica com um respeito profundo pelo vinhedo, focando em baixos rendimentos e uma intervenção mínima na adega para que a fruta se expresse com pureza. O Cobos Reptil Malbec carrega essa herança de excelência. Trata-se de um vinho elaborado com uvas selecionadas de vinhedos localizados em altitudes elevadas de Mendoza. No exame visual, apresenta uma cor vermelha intensa com reflexos violetas. No olfato, é possível identificar notas clássicas da Malbec mendocina, como ameixas pretas, amoras e cerejas, complementadas por nuances de baunilha, chocolate e especiarias doces, provenientes do seu estágio em barricas de carvalho francês e americano. De acordo com avaliações técnicas e dados de plataformas como Vivino e Robert Parker, o Reptil é um vinho encorpado, com taninos aveludados e uma acidez equilibrada que garante frescor e longa persistência no final de boca. A viticultura aplicada pela equipe de Paul Hobbs utiliza técnicas de manejo sustentável e colheita manual, garantindo que apenas os melhores cachos cheguem ao processo de fermentação. A chegada deste rótulo ao Sam’s Club representa uma oportunidade excelente para o consumidor ter acesso a um vinho com a assinatura de um dos enólogos mais respeitados e pontuados pela crítica internacional. É um exemplar que demonstra por que a Malbec se tornou a uva emblemática da Argentina quando tratada com o rigor e a visão técnica de Paul Hobbs. Avaliações: Avaliador Nota / Pontuação Observações VIVINO 4.1 a 4.2 Média consistente entre as safras 2019, 2020 e 2021. Guia Descorchados Não pontuado Esta linha específica geralmente não é enviada para o guia chileno/argentino. Robert Parker (RP) Não pontuado Não há registro oficial para a linha Reptil no Wine Advocate. James Suckling (JS) Não pontuado Embora Suckling dê 93 pontos ao Cocodrilo (linha similar), não há nota oficial para o Reptil. Wine Enthusiast 91 – 92 pts Avaliação referente à safra 2017. Rótulo Perfil Enológico e Estilo Posicionamento Cobos Felino Foco na pureza da fruta e frescor. É um varietal (100% Malbec) com menos tempo de barrica, destacando notas de flores e frutas vermelhas. Porta de entrada para o mundo Paul Hobbs. Mais fácil de beber e vibrante. Cobos Reptil Vinho tão encorpado e potente quanto o Felino. Apresenta notas marcantes de madeira (baunilha e chocolate), frutas negras maduras e taninos muito aveludados. Intermediário de luxo. Geralmente uma linha exclusiva de certos clubes de compras, focada em quem gosta de vinhos robustos. Cobos Cocodrilo Frequentemente um “Corte” (blend de Malbec com Cabernet Sauvignon). Possui maior complexidade estrutural, elegância e camadas de especiarias. Linha gastronômica. Um degrau acima em complexidade em relação ao Felino, competindo diretamente com o Reptil. Por que não encontrei o Reptil no site da importadora, nem da vinícola? Essa é uma dúvida muito comum de quem começa a explorar os rótulos da Viña Cobos. O motivo pelo qual o Cobos Reptil não aparece no catálogo público da Grand Cru ou no site oficial da vinícola é simples, mas puramente estratégico: 1. Ele é um “Rótulo Exclusivo” (Private Label) O Cobos Reptil é o que chamamos no mundo dos vinhos de “Private Label” ou “Exclusividade Comercial”. A Viña Cobos produz essa linha especificamente para grandes redes de varejo ou parceiros específicos (como o Sam’s Club no Brasil e a Total Wine nos EUA). 2. É o mesmo vinho que os outros da Cobos? Sim e não. Ele é feito pela mesma equipe de enologia liderada por Paul Hobbs e utiliza a mesma tecnologia. No entanto: 3. O “Mistério” gera valor Manter esses rótulos fora dos sites oficiais também ajuda a manter a hierarquia de marcas da vinícola. A Viña Cobos quer que seu nome principal esteja associado ao Bramare e ao ícone Volturno (que custam milhares de reais). Rótulos de volume, como o Reptil, cumprem seu papel comercial nas prateleiras dos supermercados premium sem “diluir” a exclusividade das linhas de luxo no site oficial. Fontes: https://www.grandcru.com.br VIVINO https://vinacobos.com/en-us/cocodrilo
Essa é uma jogada de mestre da Nieto Senetiner, uma das vinícolas mais tradicionais da Argentina (fundada em 1888!). Ver uma gigante dessas apostando na linha Camila Cocktail diz muito sobre para onde o mercado de vinhos está indo. Aqui estão alguns detalhes extras, os motivos estratégicos e o método de fabricação, conteúdo (até agora) exclusivo no Vinhos do Negão: 1. Por que lançar isso agora? (Os motivos) A Nieto Senetiner não está apenas “fazendo suquinho”; eles estão atacando três tendências globais: 2. Sobre o Método de Fabricação Diferente de um espumante tradicional (como um Champagne ou Prosecco), esses drinks seguem o método de Bebida Composta ou Coquetel de Vinho. O processo geralmente funciona assim: 3. Curiosidades “do Negão”: Dica de ouro: Sirva esses drinks em uma taça de vinho bem grande, com muito gelo e uma fatia da fruta fresca correspondente ao sabor (ex: uma rodela de grapefruit no Rosé). Isso eleva a experiência de “bebida pronta” para “drink de bar”. Quadro Resumo para o Blog (Duas Colunas) Este quadro é ótimo para resumir as informações técnicas de forma visual e rápida. 🍷 Qual é a Boa? (Rótulo e Uvas Base) 👅 O que esperar do gole (Sabor e Vibe) Camila Cocktail Clarea (Semillón & Chenin) Leve e delicado. Notas de limão, baunilha e aquele toque picante do gengibre. Vibe piscina. Camila Cocktail Tinto Verano (Malbec & Bonarda) Vibrante e clássico. Muita laranja, limão e botânicos. O tinto de verão sem ser enjoativo. Camila Cocktail Spritz (Pinot Noir & Malbec) Cítrico e envolvente. O balanço perfeito entre laranja e bitter natural. Aperitivo elegante. Camila Cocktail Rosé (Syrah & Bonarda) Delicado e floral. O frescor da grapefruit com o aroma de hibisco e lima. Sofisticado. Fontes.
O Chianti saiu da obscuridade para se tornar um dos vinhos mais amados do planeta, enfrentando crises de identidade e renascendo com pura elegância. “Barão de Ferro”, Bettino Ricasoli, pai da Fórmula Ricasoli.
Por que não encontramos mas as garrafas clássicas de fiasco? Vou tentar responder essa questão trazida pelos clientes mais experientes, mas antes vamos entender sua história e o seu propósito. Surgimento A garrafa fiasco é um recipiente icônico de vinho Chianti, caracterizado por ser uma garrafa de vidro de fundo redondo envolta em uma cesta de palha. É um símbolo da herança toscana e do estilo italiano de vinho, frequentemente associado a pratos como massa e pizza. Há muito tempo eu queria pesquisar e escrever sobre ela pra entender o porquê de seu sumiço no mercado. A Garrafa Clássica de Fiasco do Chianti A imagem do vinho Chianti ficou, durante séculos, ligada àquela garrafa bojuda, envolta em palha trançada. Chamava-se “fiasco”, e sua história é muito mais antiga e fascinante do que parece. 1. Surgimento em 1350 O fiasco aparece oficialmente em registros da Toscana por volta de 1350, já reconhecido como uma forma prática de armazenar e transportar vinho. A base arredondada exigia proteção e estabilidade, e o revestimento em palha resolvia o problema. Além disso, evitava que a luz alterasse o vinho e protegia contra impactos durante o transporte em carroças. 2. A história do seu inventor O formato do fiasco não tem um inventor com nome conhecido. Ele foi uma criação artesanal coletiva dos mestres vidreiros toscanos, especialmente da região de Empoli, famosa desde a Idade Média pela produção de vidro esverdeado. A evolução do formato resultou de séculos de aperfeiçoamento: pescoço estreito, barriga larga e o “cesto” de palha trançada manualmente. Empoli, desde o século XIV, tornou-se o principal polo de produção dos fiaschi, e seus artesãos ficaram conhecidos como fiascaioli. Eles foram os responsáveis por padronizar a forma, criar modelos de tamanhos específicos e torná-los uma identidade visual da Toscana. 3. De onde vinha o junco (a palha da base) Embora popularmente chamado de palha, o material era na verdade junco ou palha de palmeira cultivada em zonas úmidas da Toscana, principalmente no Vale do Arno. Em alguns períodos, quando a produção local era insuficiente, importava-se junco dos Balcãs e do norte da África. Esse revestimento era trançado artesanalmente, geralmente por mulheres das aldeias, em um trabalho minucioso que envolvia secagem, amaciamento e torção do junco. 4. Por que caiu em desuso A partir dos anos 1960–1980, o fiasco começa a perder espaço por vários motivos: Assim, o fiasco foi praticamente abandonado pelos grandes produtores e ficou restrito a usos decorativos ou linhas tradicionais de menor escala. 5. Produtores que ainda utilizam o fiasco Embora raro, alguns produtores mantêm versões tradicionais ou comemorativas: Hoje, o fiasco funciona mais como símbolo histórico e cultural do Chianti do que como padrão comercial. Quadro-resumo. Tópico Resumo Origem Criado por volta de 1350 na Toscana. Inventor Artesãos vidreiros de Empoli; criação coletiva, sem autor único. Material Junco da Toscana, com reforços importados dos Balcãs e norte da África. Motivo do declínio Custo alto, imagem de “vinho barato”, padronização industrial, exportação difícil. Quem ainda usa Ruffino, Melini, Castellani, Cecchi e pequenas cooperativas. Quadro com fontes Fonte Link Consorzio Vino Chianti – História do fiasco https://www.consorziovinochianti.it Registros históricos dos fiascaioli de Empoli https://www.museodelvetroempoli.it Comune di Empoli – Arquivos sobre vidrarias medievais https://www.comune.empoli.fi.it Ruffino – Histórico das garrafas tradicionais https://www.ruffino.com Melini – Linha Chianti em fiasco https://www.melinichianti.com Dúvidas? Deixe nos comentários.