Apaixonado por vinhos, há 25 anos o então garçom da choperia Na Pressão (Rosa Shopping) decidiu pelo curso de sommelier na ABS-RJ.
Sommelier inconformado.
Inaugurei o restaurante Empório Santa Therezinha como garçom, demitido injustamente pela máfia do Rio das Pedras, retornei como sommelier da casa onde laborei por mais 5 anos como comprador, vendedor e sommelier de vinhos. Sem dúvidas foi a minha grande escola.
Gratidão eterna à Marleide e Santana (diretor geral da EBD Distribuidora), sócios que bancaram minha segunda chance. Infelizmente os sócios mudaram, a remuneração mudou e mudar a escala de trabalho com novos cursos me foram negadas.
“Nunca permita que seu RH contrate funcionários por indicação de colaboradores. Eles vão indicar vizinhos, amigos e parentes, vão se sentir livres para roubar e vão demitir quem não é da patota.”
Não suportando mais viver no Hell de Janeiro, saí do Empório e me mudei para o Paraná, sem conhecer ninguém, sem emprego em vista, mas em 2 semanas já estava laborando na Adega Fiesta, no centro de Curitiba, após o encerramento das atividades da Adega Fiesta, retornei ao Hell de Janeiro onde laborei no Supermarket, Le Canton e na venda de vinhos On Trade da Grenache Importadora (do saudoso Sérgio Ferraz) e em loja, na Enoteca Salut, do ex diretor da Casa Flora, Abel Mendes.
De volta ao varejo.
Me preparei para voltar ao varejo cursando na Wine And Spirits Education Trust. Hoje tenho a felicidade de atender semanalmente meus ex patrões: Marleide e Santana, Adriano e Solange Ferraz e André Pedroza.
Respeito à língua pátria.
Você vai reparar que uso e abuso do hífen, partículas apassivadoras, trema, acento circunflexo e crase. Me recuso a usar o “novo português” criado pra nivelar por baixo o uso de nossa língua. Mudanças feitas pelos mesmos que decretaram que o funk, música preferida de qualquer criminoso e prostíbulo, é movimento cultural. Respeito e escuto funk dos anos 90 e 80, o funk melody e o Miami Bass fazem parte de minhas playlists no Spotify, mas nos obrigam a “achar lindo” esse ‘trap’ de Oruam e outros lavadores de dinheiro do narcotráfico. Isso é ensinado nas escolas por professores e docentes que se preocupam em formar eleitores, não pensadores, ensinando linguagem neutra (maior ataque à nossa cultura na história) e regras de gênero, sexualizando nossas crianças em sala de aula. Me recuso a compactuar com esses políticos e ONGs que querem destruir a casa para construir uma nova no lugar, quadrada, sem curvas, toda pichada.
Não há nada de reacionário em respeitar o direito exclusivo dos pais de falar sobre sexo com seus filhos e respeitar a língua e a cultura de seu país.
“A língua expressa a cultura de um povo, formando o seu idioma, sendo colocada em evidência através da linguagem, e está diretamente ligada a estrutura da sociedade a que pertence, de forma que é uma de suas mais importantes expressões culturais.
Ela é a alma de um povo, e por esse motivo deve ser estudada e cultuada pelos cidadãos, para que seja obtida uma perfeita comunicação e interação social entre todos os indivíduos.
Infelizmente, de alguns anos para cá, ante o ” lufa-lufa” da vida, o estudo do português está esquecido pela grande maioria das pessoas, agravando-se o quadro quando olhamos para o sistema educacional brasileiro, que tem deixado muito a desejar, apesar dos esforços de abnegados de uma minoria de professores e educadores.”
ANTÔNIO SILVEIRA RIBEIRO DOS SANTOS
Juiz de direito em São Paulo