Apaixonado por vinhos, há 25 anos o então garçom da choperia Na Pressão (Rosa Shopping) decidiu pelo curso de sommelier na ABS-RJ. 

O início de tudo: Obrigado Waldir.

Estava terminado meu curso de garçom de hotelaria no SENAC, dentro da casa oficial do governador Anthony Garotinho Palácio Guanabara, quando comecei no mundo da gastronomia inaugurando o Destilado Bar, na Rua Do Rio, no shopping Nova América. Sr. Waldir (sócio), não sabe o quanto sou grato e que toda minha trajetória como sommelier começou ali, quando ele me empregou como garçom, apesar de minha inexperiência.  Após dois anos, por causa do perigo que era retornar pra casa de madrugada, aceitei o convite do gerente da vizinha Choperia Na Pressão, que seria transferido para a loja da Barra da Tijuca (Rosa Shopping).

Meu maior arrependimento.

Após 3 anos na Na Pressão, decidi iniciar no curo de Direito na recém inaugurada faculdade  Estácio de Sá na expansão do Barra Shopping, me enrolei e as dívidas me fizeram trancar o curso, mais tarde, no sétimo período, na Cândido Mendes. Tentei voltar anos depois e não consegui. Hoje poderia estar advogando Direito Comercial, minha área preferida, ajudando empresas a pagarem menos impostos, mas esse tropeço me empurrou para o mundo dos vinhos.

NAO Gastronomia

Cansado do “sionismo” nordestino (só aceitam trabalhar entre os seus), e do racismo “eufêmico” ou “diluído” nas relações do dia a dia, pedi demissão da Na Pressão para laborar no NAO, do chef Nao Hara. Foram quase 5 anos atendendo artistas famosos, jornalistas e atletas. Uma grande escola que me ensinou a tratar famosos eles querem ser tratados: como pessoas comuns.

O NAO era um espaço que oferecia uma experiência gastronômica moderna com um toque autoral, destacando pratos criativos e apresentações sofisticadas. O menu mesclava cozinha contemporânea com a alta culinária japonesa. 

Tive a oportunidade de conhecer e receber bons conselhos do sommelier Alex Oliveira, do CT Brasserie – do Claude Troisgros, o principal deles: fazer o curso de sommelier na ABS.  Infelizmente o chef Nao e a rede PAX não continuaram a parceria e o restaurante fechou, todos demitidos e indenizados. No lugar a rede PAX inaugurou o Chez L’Ami Martin

Após o fechamento do NAO, terminei meu curso na ABS e me preparei para voltar ao varejo

De garçom a sommelier de restaurante.

Empório Santa Therezinha – Recreio dos Bandeirantes –  foi quem me deu minha primeira oportunidade como sommelier de fato, atendendo as mesas de um grande e conceituado restaurante. Comecei como garçom, saí por intrigas da máfia do Rio das Pedras, mas depois da demissão dos membros da máfia, fui convidado pelo meu amigo Gregory Perks (não era o ator de O Sol é Para Todos, rsrsrs..) a substituí-lo como sommelier, pois ele aceitara a proposta da rede Deli Delícia, que iria inaugurar sua primeira loja no Península, Barra da Tijuca.  Foram anos de aprendizado numa empresa fantástica até que os sócios foram saindo de cena e entrou um advogado na sociedade. As mudanças foram drásticas, principalmente na minha ida aos eventos de vinhos e quanto à flexibilidade de horário para continuar fazendo cursos de especialização, mas a pior delas foi quando ele decidiu mexer na comissão de toda a equipe de vendas, garçons e sommelier, a casa perdeu seus garçons mais antigos e eu também acabei saindo, decidido a ir morar no sul do Brasil.    

Fui morar no Paraná.

Não suportando mais viver no Hell de Janeiro (clima e violência), saí do Empório e me mudei para o Paraná, sem conhecer ninguém, sem emprego em vista, mas em 2 semanas já estava laborando na Adega Fiesta, no centro de Curitiba, após o encerramento das atividades da Adega Fiesta, retornei ao Hell de Janeiro onde laborei no Supermarket,  Le Canton e na venda de vinhos On Trade da Grenache Importadora (do saudoso Sérgio Ferraz) e em loja, na Enoteca Salut, do ex diretor da Casa Flora, Abel Mendes.

Retornei ao RJ e hoje tenho a felicidade de atender semanalmente meus ex patrões: Marleide e Santana, Adriano e  Solange Ferraz e André Pedroza. 

“Nunca permita que seu RH contrate funcionários por indicação de colaboradores. Eles vão indicar vizinhos, amigos e parentes, vão se sentir livres para roubar e vão demitir quem não é da patota.”

Respeito à língua pátria.

Você vai reparar que uso e abuso do hífen, partículas apassivadoras, trema, acento circunflexo e crase. Me recuso a usar o “novo português” criado pra nivelar por baixo o uso de nossa língua. Mudanças feitas pelos mesmos que decretaram que o funk, música preferida de qualquer criminoso e prostíbulo, é movimento cultural. Respeito e escuto funk dos anos 90 e 80, o funk melody e o Miami Bass fazem parte de minhas playlists no Spotify, mas nos obrigam a “achar lindo” esse ‘trap’ de Oruam e outros lavadores de dinheiro do narcotráfico.  Isso é ensinado nas escolas por professores e docentes que se preocupam em formar eleitores, não pensadores, ensinando linguagem neutra (maior ataque à nossa cultura na história) e regras de gênero, sexualizando nossas crianças em sala de aula. Me recuso a compactuar com esses políticos e ONGs que querem destruir a casa para construir uma nova no lugar, quadrada, sem curvas, toda pichada.

Não há nada de reacionário em respeitar o direito exclusivo dos pais de falar sobre sexo com seus filhos e respeitar a língua e a cultura de seu país.

 “A língua expressa a cultura de um povo, formando o seu idioma, sendo colocada em evidência através da linguagem, e está diretamente ligada a estrutura da sociedade a que pertence, de forma que é uma de suas mais importantes expressões culturais.

Ela é a alma de um povo, e por esse motivo deve ser estudada e cultuada pelos cidadãos, para que seja obtida uma perfeita comunicação e interação social entre todos os indivíduos.

Infelizmente, de alguns anos para cá, ante o ” lufa-lufa” da vida, o estudo do português está esquecido pela grande maioria das pessoas, agravando-se o quadro quando olhamos para o sistema educacional brasileiro, que tem deixado muito a desejar, apesar dos esforços de abnegados de uma minoria de professores e educadores.”
ANTÔNIO SILVEIRA RIBEIRO DOS SANTOS
Juiz de direito em São Paulo

 

Eu estudo. Você aprende.

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